Rússia x Ucrânia

Este conflito ganhou repercussão internacional quando, na quinta-feira de 17/07/2014, um avião da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil terra-ar. Todas as 298 pessoas a bordo morreram. O voo MH17 da companhia Malaysia Airlines ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e voava a 10 mil metros quando quando caiu na fronteira entre a Rússia e Ucrânia. Em declarações dadas logo após a confirmação da queda do avião, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião.  As manifestações na Ucrânia começaram em novembro, depois que o então presidente Viktor Yanukovich decidiu não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia. Uma ex-república soviética, a Ucrânia está dividida entre grupos que querem mais proximidade com a União Europeia e outros que têm mais afinidade com a Rússia.

CRONOLOGIA

Como a crise começou?

Em novembro de 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, se recusou a assinar um acordo com a UE e fez pacto com a Rússia por um pacote de ajuda de US$ 15 bilhões de Moscou e pela redução do preço do gás russo. Milhares de pessoas foram às ruas para protestar e derrubaram o presidente. Moradores da fronteira alinhados com Putin então se rebelaram com o que chamam de golpe de Estado.

Meses de crise e novo pleito

Eleições extraordinárias na Ucrânia foram convocadas após a queda de Viktor Yanukovich, em fevereiro, e em meio ao conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia, que já matou mais de 350 pessoas desde abril. Em maio, o milionário Petro Poroshenko, o “rei do chocolate”, venceu em 1º turno. Ele apoia as ações militares contra o movimento separatista pró-Rússia e aderiu à UE.

Movimento separatista

Desde abril, separatistas ocupam prédios públicos em Lugansk, Donetsk e Slaviansk, no leste do país, fronteira com a Rússia, onde vivem cerca de 7 milhões de pessoas, quase 15% da população da Ucrânia, que falam russo e se alinham ao governo Putin. As áreas se autoproclamaram “repúblicas populares independentes” em maio.

Troca de acusações

O choque da Rússia com o Ocidente ressuscitou linguagem e práticas da Guerra Fria. A Ucrânia acusa a Rússia de patrocinar e dar armas aos rebeldes. Já Moscou diz que Kiev faz “operação punitiva” contra os separatistas, com atos criminosos. As relações entre os países estão abaladas desde que a Rússia reconheceu o levante –apoiado pelo Ocidente– contra Yanukovich e, em seguida, anexou a península da Criméia.

Quem fica de cada lado

A posição de países sobre a crise varia de acordo com a relação comercial que cada um tem com a Rússia. Os EUA impõem sanções e ameaçam. A UE depende do gás russo, mas ofereceu dinheiro à Ucrânia. A proximidade faz a Alemanha parecer comedida, enquanto a França é mais agressiva. O Reino Unido tenta falar alto, mas não tomaria medidas concretas contra a Rússia. A China permanece em silêncio.

Avião abatido

O Boeing-777 de Malaysia Airlines caiu na região leste de Donetsk, palco dos combates separatistas. Após a queda, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião. Mas, especialistas dizem que mísseis terra-ar, guiados por calor e fornecidos pela Rússia aos rebeldes, seriam capazes de abater um avião comercial.

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