Industrialização

INDUSTRIALIZAÇÃO é o processo de crescimento da atividade industrial em uma sociedade, de forma que ela se torna cada vez mais importante no processo de produção econômica do espaço geográfico, sobrepondo-se e subordinando outras atividades a ela, tais como as práticas agrícolas.

O processo de industrialização ocorre geralmente quando há medidas públicas favoráveis à instalação de indústrias em uma determinada localidade, com o fornecimento de incentivos fiscais traduzidos em isenção ou redução de impostos, entre outros. Assim, a oferta de empregos – diretos e indiretos –, em grande parte dos casos, tende a crescer, o que mobiliza uma maior quantidade de pessoas e, consequentemente, amplia o mercado consumidor. É claro que, além dos incentivos públicos, é necessário haver uma infraestrutura de comunicações e transporte adequada, além de outras vantagens, como um melhor acesso às matérias-primas.

Na história da humanidade, o processo de industrialização ocorreu primeiramente na Europa durante a Primeira Revolução Industrial. O que se viu como efeito direto foi o rápido crescimento das grandes cidades, que inicialmente se viram marcadas pelas degradantes condições sociais e pela proliferação inequívoca de suas periferias. A posterior melhoria nos direitos sociais e trabalhistas e as intervenções sobre as dinâmicas das cidades serviram para controlar a situação, melhorar o consumo e acelerar os rumos econômicos.

Posteriormente, outros países também conheceram os seus processos de industrialização, tais como o Brasil ao final do século XIX, embora por aqui tal manifestação tenha ocorrido de forma mais avançada a partir da década de 1930 em diante. Nesse caso – assim como em alguns outros países emergentes –, a industrialização ocorreu de maneira tardia, sendo marcada por uma grande dependência do mercado externo através de empresas estrangeiras e também por uma política de substituição de importação.

Os efeitos da industrialização sobre o espaço geográfico são notáveis. Além da rápida migração para as áreas das cidades, principalmente através do êxodo rural, a industrialização também interfere na dinâmica rural por exigir uma quantidade maior de produtos primários, que são posteriormente transformados em produtos industriais.

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Além disso, observa-se uma maior intervenção sobre o meio natural, causando impactos ambientais e sociais, a exemplo da expansão desmedida das periferias das cidades por meio de invasões e favelizações. Por outro lado, a instalação de indústrias proporciona mais investimentos em melhorias estruturais, tais como vias de acessos, redes de comunicação, entre outros.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

As máquinas foram inventadas, com o propósito de poupar o tempo do trabalho humano. Uma delas era a máquina a vapor que foi construída na Inglaterra durante o século XVIII. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias ficou maior e os lucros também cresceram. Vários empresários; então, começaram a investir nas indústrias.

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Com tanto avanço, as fábricas começaram a se espalhar pela Inglaterra trazendo várias mudanças. Esse período é chamado pelos historiadores de Revolução Industrial e ela começou na Inglaterra.

A burguesia inglesa era muito rica e durante muitos anos continuou ampliando seus negócios de várias maneiras:

  • financiando ataques piratas (corsários)

  • traficando escravos

  • emprestando dinheiro a juros

  • pagando baixos salários aos artesãos que trabalhavam nas manufaturas

  • vencendo guerras

  • comerciando

  • impondo tratados a países mais fracos

Os ingleses davam muita importância ao comércio (quanto mais comércio havia, maior era a concorrência).

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Quando se existe comércio, existe concorrência e para acabar com ela, era preciso baixar os preços. Logo, a burguesia inglesa começou a aperfeiçoar suas máquinas e a investir nas indústrias.

Vários camponeses foram trabalhar nas fábricas e formaram uma nova classe social: o proletariado.

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O desenvolvimento industrial arruinou os artesãos, pois os produtos eram confeccionados com mais rapidez nas fábricas. A valorização da ciência, a liberdade individual e a crença no progresso incentivaram o homem a inventar máquinas.

O governo inglês dava muita importância à educação e aos estudos científicos e isso também favoreceu as descobertas tecnológicas.

Milhares de trabalhadores das indústrias inglesas.

Milhares de trabalhadores das indústrias inglesas.

Graças à Marinha Inglesa (que era a maior do mundo e estava em quase todos os continentes) a Inglaterra podia vender seus produtos em quase todos os lugares do planeta.

No século XIX a Revolução Industrial chegou até a França e com o desenvolvimento das ferrovias cresceu ainda mais.

Em 1850, chegou até a Alemanha e só no final do século XIX; na Itália e na Rússia, já nos EUA, o desenvolvimento industrial só se deu na segunda metade do século XIX.

No Japão, só nas últimas décadas do século XIX, quando o Estado se ligou à burguesia (o governo emprestava dinheiro para os empresários que quisessem ampliar seus negócios, além de montar e vender indústrias para as famílias ricas), é que a industrialização começou a crescer. O Estado japonês esforçava-se ao máximo para incentivar o desenvolvimento capitalista e industrial.

Adam Smith (pensador escocês) escreveu em 1776 o livro “A Riqueza das Nações”, nessa obra (que é considerada a obra fundadora da ciência econômica), Smith afirma que o individualismo é bom para toda a sociedade.

Para ele, o Estado deveria interferir o mínimo possível na economia. Adam Smith também considerava que as atividades que envolvem o trabalho humano são importantes e que a indústria amplia a divisão do trabalho aumentando a produtividade, ou seja, cada um deve se especializar em uma só tarefa para que o trabalho renda mais.

A Revolução Industrial trouxe riqueza para os burgueses; porém, os trabalhadores viviam na miséria.

Muitas mulheres e crianças faziam o trabalho pesado e ganhavam muito pouco, a jornada de trabalho variava de 14 a 16 horas diárias para as mulheres, e de 10 a 12 horas por dia para as crianças.

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Enquanto os burgueses se reuniam em grandes festas para comemorar os lucros, os trabalhadores chegavam à conclusão que teriam que começar a lutar pelos seus direitos.

O chamado Ludismo foi uma das primeiras formas de luta dos trabalhadores. O movimento ludita era formado por grupos de trabalhadores que invadiam as fábricas e quebravam as máquinas.

Os ludistas conseguiram algumas vitórias, por exemplo, alguns patrões não reduziram os salários com medo de uma rebelião.

Além do ludismo , surgiram outras organizações operárias, além dos sindicatos e das greves.

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Em 1830, formou-se na Inglaterra o movimento cartista. Os cartistas redigiram um documento chamado “Carta do Povo” e o enviaram ao parlamento inglês. A principal reivindicação era o direito do voto para todos os homens (sufrágio universal masculino), mas somente em 1867 esse direito foi conquistado.

Thomas Malthus foi um economista inglês que afirmava que o crescimento da população era culpa dos pobres que tinham muitos filhos e não tinham como alimentá-los. Para ele, as catástrofes naturais e as causadas pelos homens tinham o papel de reduzir a população, equilibrando, assim, a quantidade de pessoas e a de comida.

Além disso, Malthus criticava a distribuição de renda. O seu raciocínio era muito simples: os responsáveis pelo desenvolvimento cultural eram os ricos e cobrar impostos deles para ajudar os pobres era errado, afinal de contas era a classe rica que patrocinava a cultura.

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O Parlamento inglês (que aparentemente pensava como Malthus) adotou, em 1834, uma lei que abolia qualquer tipo de ajuda do governo aos pobres. A desculpa usada foi a que ajudando os pobres, a preguiça seria estimulada. O desamparo serviria como um estímulo para que eles procurassem emprego.

A revolução Industrial mudou a vida da humanidade.

A vida nas cidades se tornou mais importante que a vida no campo e isso trouxe muitas consequências: nas cidades os habitantes e trabalhadores moravam em condições precárias e conviviam diariamente com a falta de higiene, isso sem contar com o constante medo do desemprego e da miséria.

 

Por um outro lado, a Revolução Industrial estimulou os pesquisadores, engenheiros e inventores a aperfeiçoar a indústria. Isso fez com que surgisse novas tecnologias: locomotivas a vapor, barcos a vapor, telégrafo e a fotografia.