Vegetação Européia

A paisagem vegetal européia de hoje representa uma parcela muito pequena do que foi essa cobertura vegetal no passado. A diminuição sensível do espaço ocupado pela vegetação natural está relacionada a um grande número de fatores, principalmente aos de ordem econômica.

A antiguidade da ocupação humana no continente, o intenso aproveitamento econômico que essas populações sempre fizeram e fazem ainda hoje da vegetação nativa, a elevada densidade demográfica continental, a urbanização e o uso intensivo do espaço rural para a produção agropecuária foram fatores que levaram ao processo de devastação da vegetação original.

O que restou dessa paisagem aparece hoje distribuído em cinco formações distintas, em função das diferentes condições de solo e dos vários tipos de clima no interior do continente.

A vegetação européia é o reflexo das condições climáticas e dos tipos de solo. Destacam-se, do norte para o sul, as seguintes paisagens vegetais:

Vegetação Europa

Tundra: paisagem típica de regiões em que predomina o clima polar ou ártico. O desenvolvimento vegetal ocorre durante o curto verão, uma vez que no inverno os solos estão congelados, sendo marcado pela presença de musgos, líquens, gramíneas e arbustos. Os líquens, plantas resultantes da associação de fungos e algas, dominam a paisagem, chegando a cobris até as rochas presentes na região;

Floresta de Coníferas (taiga): ao sul da tundra, é caracterizada pelo domínio das coníferas (pinheiros). As coníferas apresentam folhas duras e aciculares (em forma de agulha), cujas funções são impedir a acumulação da neve nas copas das árvores e reduzir a superfície de evaporação, pois as chuvas são raras na região;

Floresta temperada: ao sul da floresta boreal, é mais diversificada do que essa, pois, além de pinheiros, observa-se a presença de árvores como a faia e o carvalho. As espécies dessa floresta apresentam folhas caducas, isto é, que caem durante o outono;

Estepes: campos que marcam a paisagem ao sul da floresta temperada, caracterizam-se pelo domínio de herbáceas (ervas) ou gramíneas e pela ocorrência de solos mais férteis que os das florestas. Tais condições de solo explicam-se pelo ciclo de vida muito curto das ervas, o que implica grande acumulação de restos vegetais e, conseqüentemente, de húmus, material originário da decomposição vegetal no solo. Alguns dos solos das estepes estão entre os mais férteis do mundo, como as terras negras da Ucrânia, um dos principais produtores de cereais da Europa;

Vegetação mediterrânea: ao sul do continente, caracterizada pela presença de xerófilas, vegetais adaptados a ambientes secos, como os maquis e os garrigues.