Clima

 

 

Clima de SC mapa

 O clima de Santa Catarina é o subtropical úmido. As temperaturas médias variam bastante de acordo com o local: são mais baixas nas regiões serranas e mais elevadas no litoral, no sudeste e no oeste catarinense. As chuvas são bem distribuídas durante o ano, atingindo, em média, 1.500 mm anuais.

 

Ao contrário do que é observado na maior parte do território brasileiro, em Santa Catarina as quatro estações são bem definidas. O clima do estado é  mesotérmico úmido, apresentando duas variações, de acordo com a classificação de Köppen: Cfa (temperado úmido com verão quente) e Cfb (temperado úmido com verão temperado).

 

A variação Cfa é encontrado praticamente em todo o estado nas áreas abaixo de 800 metros de altitude. Já o Cfb encontra-se nas áreas mais altas, acima de 800 metros. As chuvas costumam ser bem distribuídas ao longo do ano com uma pequena diminuição nos meses do inverno. Entretanto, o clima não é igual em todo o estado. Existem diferenças significativas entre as regiões. Nas zonas mais elevadas do planalto norte, o verão é fresco e o inverno é frio. No litoral, devido à baixa altitude, e no oeste, devido à continentalidade, o verão é mais quente e prolongado.

 

No litoral, principalmente em Florianópolis, é comum ocorrer o vento sul, que traz para a atmosfera a umidade oceânica, tornando o inverno úmido.

 

No planalto sul, devido às altitudes que variam de cerca de 800 a até 1828 metros, o frio é mais forte e dura mais tempo. Ali, é frequente a ocorrência de geadas e neve, com temperaturas que podem atingir -15ºC. Urupema, Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, são respectivamente, os municípios mais frios do estado e do Brasil.

Neve em Urupema 2013

Neve em Urupema 2013

 

 

As Chuvas são relativamente abundantes, com índices superiores a 1.300 mm anuais. atingindo, em certas áreas, até 2.000 mm, caracterizam o comportamento desse elemento do clima, em Santa Catarina. Além disso, as chuvas são relativamente bem distribuídas pelas estações do ano. Com ligeiras reduções nos meses de inverno.

A abundância das precipitações, combinada com a relativamente regular distribuição ao longo dos meses, oferecem condição vantajosa para a diversificação das espécies vegetais.

Além disso, pela própria posição astronômica de Santa Catarina (subtrópico), a incidência de raios solares implica na grande quantidade de calor, e na existência de temperaturas se não muito elevadas mas suficientemente estimulantes para a diversificação das espécies vegetais.

O comportamento anual dos elementos do clima, em Santa Catarina, nos permite, entretanto. identificar dois subtipos do clima:

  • Subtipo Mesotérmico úmido, com “verão quente”;

  • Subtipo Mesotérmico úmido, com “verão brando”.

Nota-se que, nessa identificação, de subtipos climáticos, a variável mais expressiva é a temperatura, sob a influência do fator relevo: “A altitude corrige a latitude”. é um conceito importante. Podemos depreender, então, com base no comportamento da temperatura, que as áreas de níveis altimétricos mais elevados, apresentam-se com valores térmicos inferiores, com “verão fresco”.

Tomando a temperatura como elemento inicial da divisão do estado em zonas climáticas, observa-se que o mapa das isotermas assinala:

  • Uma faixa mais litorânea e as áreas mais baixas da bacia do rio Uruguai, em que as médias térmicas anuais oscilam entre 18°C a 20,5°C.

  • Uma faixa correspondente às superfícies mais elevadas, em que as médias assinalam variações entre 14,3°C a 16,3°C.

Trata-se, no caso, da média anual. Maiores diferenças serão sentidas quando confrontamos as áreas climáticas e o comportamento da média térmica, entre os meses mais frios e os meses mais quentes:

 

Áreas    

 Isoterma anual      

Isoterma de verão     

Isoterma de inverno

18,0 a 20,5°C

22 a 24,5°C

14 a 17°C

14,3 a 16,5°C

18 a 22°C

10 a 14°C

 

As “massas de ar” que controlam as condições do tempo em Santa Catarina, são as seguintes:

  • Massa Polar Atlântica (MPA): fria e mais seca;

  • Massa Polar Pacífica (MPP): fria e mais seca;

  • Massa Tropical Atlântica (MTA): quente e úmida;

  • Massa Equatorial continental (MEA): quente e úmida.

A massa de ar de ação mais freqüente, principalmente no verão responsável pelos ventos do quadrante norte que se manifesta no Litoral, é a Tropical Atlântica.

No inverno, com mais insistência, e eventualmente nas outras estações do ano, a ação da Polar Atlântica é, também, muito importante. Originária da mesma região emissora – o continente antártico – a outra massa fria se manifesta menos frequentemente, mas influi muito nas condições do tempo no oeste e também no Planalto,

A massa de ar, com centro dispersor na região equatorial, e daí seu nome de Equatorial Continental, age também menos intensamente. mas é, em contacto com outras massas, condicionadora das situações de relâmpagos e trovoadas. principalmente nos meses de primavera.

A MPA (Massa Polar Atlântica), freqüentemente, entra em “luta” com a MTA (Massa Tropical Atlântica), e na faixa de contacto das duas massas de ar o dinamismo é maior, razão por que aí se reconhecem os fenômenos chamados “frontológicos”. Em realidade, trata-se de uma luta pelo domínio das condições do tempo, cada uma tentando, segundo as forças de que dispõem, desalojar a outra. Resultados dessa disputa consistem na formação de chuvas, fortes ou moderadas, que dominam principalmente ao longo da faixa de atrito.

Observações sobre o comportamento da dinâmica das massas de ar, mesmo sem a elaboração de cálculos, nos possibilita dar “palpites”, com alguma segurança, sobre a previsão do tempo. Mas, poderemos apanhar uma chuvarada, se marcarmos um pique-nique. A área de observação visual é muito ínfima e o que ocorre num local tem causas distantes. Somente uma rede de postos de observação, com aparelhos de aferição, na superfície e na alta atmosfera, combinando-se com informações e cálculos complexos, poderiam, com segurança, prever as condições do tempo. Mesmo assim, até um certo “tempo”.

Em Santa Catarina, onde há crescente atividade de pesca, onde a agricultura é disseminada e as lavouras subordinadas às circunstâncias climáticas, como a ocorrência de geadas, de granizos, em áreas as mais elevadas do Planalto, a previsão do tempo é questão importante.

Algumas lavouras, como a da uva, do fumo, a fruticultura de espécies sensíveis, chegam a sofrer prejuízos sérios em virtude das esporádicas precipitações de granizo ou de formação de geadas, em épocas em que as temperaturas baixam bruscamente, em virtude da invasão de “frentes frias”. tanto da Polar Atlântica. como da Polar Pacífica.