Meteorologia

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Meteorologia e os elementos meteorológicos

A Meteorologia estuda o tempo, ou seja, as condições atmosféricas que variam de acordo com a ação conjunta da temperatura, do vento, da umidade e da pressão atmosférica em determinado lugar e instante além das alterações diárias desses fatores.
Ao estudar as condições atmosféricas, os meteorologistas elaboram mapas de previsão do tempo com antecedências de 2 ou 3 dias ou para períodos mais longos. Desse modo é possível, por exemplo, que agricultores se previnam em relação a alguns fenômenos atmosféricos ao escolher quando e qual cultura plantar.
Segundo Mourão (1988), os meteorologistas definem meteoros como todo fenômeno acústico ou ótico que ocorre na atmosfera, podendo ser hidrometeoros, litometeoros, fotometeoros e eletrometeoros.
Será dada uma explicação mais aprofundada ao primeiro devido à sua maior relevância em relação ao estudo do tempo e uma breve explanação a respeito das outras formas de meteoros existentes na atmosfera terrestre.

Os hidrometeoros são aqueles que se constituem de água, e podem se formam nas camadas superiores da atmosfera e precipitam (caem) na superfície terrestre, como é o caso da chuva, do chuvisco, do granizo, da saraiva, da neve e da tromba-de-água. Ou podem se formar junto à superfície do planeta, não precipitando, sendo eles o orvalho, a geada, a neblina e o nevoeiro (MOURÃO, 1988).

A chuva é o hidrometeoro que precipita mais conhecido e é composta de partículas líquidas de água, e quando suas gotas são muito pequenas, com diâmetro inferior a meio milímetro, recebe o nome de chuvisco.
Segundo a teoria de Bergeron-Findeisen, sobre as gotas de água presentes nas nuvens, pode haver presença de cristais de gelo, que tendem a ficar maiores devido às baixas temperaturas (entre -20º e -30º). Na medida em que eles crescem, vão se tornando mais pesados, precipitando. Ao caírem das camadas mais elevadas, se estes encontrarem um ar mais quente, podem derreter totalmente, formando gotas de chuva, mas caso a temperatura do ar próximo à superfície esteja baixa, os cristais de gelo se derretem parcialmente, caindo em forma de granizo, ou seja, uma mistura de pedras de gelo e chuva. (AYOADE, 1983)

A saraiva, por sua vez, é a precipitação de pedras de gelo, que podem cair separadamente ou em blocos.

Já a neve, em geral, é formada por cristais de gelo em forma hexagonal (figura), que se aglomera em flocos. Existem diferentes formas de neve, como, por exemplo, aquelas formadas por pequenos grãos de gelo (havendo certa variação de tamanho) de coloração opaca ou esbranquiçada, que tendem a se romper ao atingir o solo.

cristais de gelo neve

A tromba-de-água, por sua vez, é considerada um “tornado sobre a água”, formada por um turbilhão de vento muito intenso (figura abaixo), em geral com movimento de rotação de sentido ciclone, tendo o formato de um cone. Seu diâmetro pode variar de dezenas a centenas de metros. (MOURÃO, 1988)tromba d'água

Os hidrometeoros que não precipitam originam-se na camada da atmosfera que tem contato direto com o solo resfriado por radiação, em especial nas noites de céu limpo e nas vegetações rasteiras, pois essas facilitam a perda de calor por condução. Com isso, parte do vapor de água presente na camada de ar passa pelo processo de condensação, formando o orvalho.

A geada ocorre quando a temperatura é inferior ao ponto de congelamento. Esta se forma pelo processo de sublimação, ou seja, quando o vapor de água passa do estado gasoso para o sólido sem passar pelo estado líquido.

A neblina, segundo Mourão (1988), é formada por gotículas muito finas de água em suspensão na atmosfera, e é possível enxergar além de um quilômetro de distância. Já em um nevoeiro não é possível ver além de um quilômetro, e em geral apresenta-se nas montanhas em forma de nuvens, podendo ser originado de diferentes formas, por exemplo, em contato com superfícies muito frias (gelo, neve ou superfície de água fria), além da evaporação de superfícies líquidas quentes em atmosfera seca e fria, entre outras formas.
Os litometeoros são as partículas sólidas em suspensão na atmosfera, como areias, poeiras e fumaças provenientes da Terra ou de origem extraterrestre (meteoros, estrelas cadentes, meteoritos).

Os fenômenos ópticos que ocorrem na atmosfera são chamados de fotometeoros, cuja luz se origina do Sol ou da Lua; entre eles destaca-se o halo: um arco claro ao redor de um astro luminoso como o Sol ou a Lua, proveniente da refração e reflexão da luz desses halos nos cristais de gelo atmosférico, em especial nas nuvens cirro-estrato.

refração etc

A coroa é um círculo luminoso que se encontra junto à periferia do astro, oriunda da difração da luz solar ou lunar que atravessa uma camada de neblina, nevoeiro ou uma nuvem muito fina.

A glória é a sombra que nós projetamos sobre as nuvens; pode-se observar a sombra de um avião quando se está a bordo dele, por exemplo.

O arco-íris é o fotometeoro mais conhecido, apresenta-se por um grupo de arcos concêntricos, cujas cores são: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Ele é provocado pela luz solar ou lunar (nesse caso, suas cores apresentam-se bem suaves) sobre uma superfície com presença de gotículas de água. Este fenômeno é produzido pela refração e reflexão da luz.

Os eletrometeoros se originam da eletricidade atmosférica, onde ocorre uma descarga brusca, se manifestando por uma luz rápida e bastante intensa, o relâmpago, seguido de por um ruído seco, o trovão.