Furacão Catarina

Em março de 2004, ocorreu a  passagem do primeiro furacão que atingiu a costa do Atlântico Sul, chamado de Furacão Catarina, atingindo o litoral do Rio Grande do Sul e  de Santa Catarina com ventos que chegaram a cerca de 180 km/h.

A tempestade se desenvolveu a partir de um ciclone extratropical, estacionário desde o dia 12 de março. Em 26 de março de 2004, a tempestade alcançou ventos máximos sustentados com velocidades de até 187 quilômetros por hora, definida como de categoria 3 na escala Saffir-Simpson. O ciclone ganhou o nome “Catarina” por sua proximidade com a costa do Estado de Santa Catarina.

OBS: “Apenas o NOAA- Agencia Atmosférica Norte-Americana e o Climatologista da ClimaTerra (São Joaquim-SC) Ronaldo Coutinho, disseram tratar-se efetivamente de um Furacão. Todos os outros órgãos, principalmente os públicos, tipo INPE, CIRAM, etc, se referiram ao evento como um Ciclone Tropical, pois o sentido de rotação do fenômeno era horário,  uma vez que todos os Furacões e Tufões já registrados no hemisfério Norte eram anti-horário. A partir daí se descobriu exatamente por ocorrer em hemisférios distintos, o sistema de rotação tanto de Furacões quanto de Tornados  também são diferentes, sendo no sentido horário no Hemisfério Sul  e anti-horário no Hemisfério Norte. (Prof. José Carlos Rabello)

Ao menos 40 municípios foram atingidos, 35.873 casas foram danificadas e 993 destruídas. Quatro pessoas morreram, pelo menos 518 ficaram feridas e aproximadamente 33 mil pessoas ficaram desabrigadas. Os prejuízos totalizaram aproximadamente R$ 1 bilhão de reais e 14 municípios decretaram Estado de Calamidade Pública. A força do vento arrancou 115 árvores pela raiz.

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Foto: Casas foram destruídas pelos ventos na região Sul. Ulisses Job/Clic RBS/Arquivo, acesso em 01/09/2015.

De acordo com estudo realizado por Emerson Vieira Marcelino (GEDN, Revista de Defesa Civil, CEPED UFSC, 2005), cerca de 81%, das 161 pessoas entrevistadas logo após a passagem no Furacão Catarina,  sofreram avarias diversas nos telhados das suas moradias, principalmente naquelas em que a cobertura era de amianto ou fibrocimento.

Na área rural, os maiores prejuízos foram nas culturas de milho, banana e hortifruticulturas. Os municípios afetados sofreram, principalmente, com a falta de energia elétrica, de comunicação e de abastecimento de água.

Veja, a seguir, o Mapa de Intensidade de Impacto do Furacão Catarina no sul do Brasil:

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Fonte: Emerson Vieira Marcelino (GEDN, Revista de Defesa Civil, CEPED UFSC, 2005).

Prof. Carlos explica a abrangência do Furacão Catarina

Imagem de Satélite do Furacão Catarina

Reportagem sobre o Furacão Catarina no SBT